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sexta-feira, 21 de março de 2008

Vida que Renasce... Vida que segue... Vida Nova!

Nesta Sexta-Feira da Paixão, trago-lhes boas novas...
Estréio hoje uma Coluna semanal na Revista Digital Médio Paraíba, daqui da minha cidade. A Revista aborda notícias da região e acontecimentos do mundo sob diversos aspectos como política, educação, cultura e outros...
Idealizada pelo publicitário e articulista político Giovani Miguez, a idéia é renovar e apresentar um conteúdo diário inteligente e prazeroso para quem está lendo.
Minha Coluna foi batizada com o nome de "Inspirações", e poderia ser mais apropriado? risos...
Nela, toda sexta-feira, terá sempre um texto inédito a espera de vocês. E hoje com o título “Inspire!”, deixei uma poesia e um pensamento aos leitores que por lá passarem.
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Conto com a visita de todos e se gostar, divulguem! Ah! E há espaço para comentários, não se esqueçam de deixar uma impressão do que leram, a opinião de vocês é muito importante!
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Bom final de semana a todos e uma Páscoa repleta de amor e reflexão ao lado de suas famílias.





Ressuscitei e estou com você..."porque meu amor é para sempre". (cf. Sl 136)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

o clímax (parte 6 - poema "a batalha" do maranhense Ricardo Leão)




O poema atravessa,
como lâmina afiada,
o silêncio pesado
que cresce da fala;
o trabalho da manhã,
ainda não concluído,
desta muda linguagem
de sons e fonemas;
roídos mecanismos,
engrenagens da língua,
do sigilo quase mudo
em nossas bocas cheias
de pútridas palavras;
palavra, enigma do som,
ainda não pronunciado,
cuja sintaxe ainda jorra,
como jorra a clara água
da seca fonte; fonte
que não sacia a sede,
e jamais extingue a fome
de outras palavras; vazias,
em seu magro conteúdo,
contudo quase tão belas
como um homem morto
em pé; palavras ainda livres
de qualquer sentido, mas
que jorram frescas da fonte
,

da fonte que nunca seca;
as mesmas palavras que,
belas, nascem de qualquer
fonte; fonte de coisas puras,
ainda sem nome; fonte
igual a qualquer fonte;
fonte de sons, de coisas
ácidas, alucinadas; som
que nos impele à fala;

a mesma fala, soturna,
que nasce de qualquer
língua; do fácil silêncio
de qualquer palavra;
deste combate diário
entre o sono e a alegria,
enquanto o poema cava
o árido chão da poesia;
palavra, difícil palavra,
no verso ainda mínima
que nasce, rosa tranqüila,
em meio a um deserto
de úmidas hortaliças.
O poema jamais cessa
seu trabalho inútil,
ainda não concluído,
pela extinta manhã.
Enquanto surge o dia
o poema atravessa,
lâmina em brasa,
a pele do silêncio:
o núcleo do nada.

(
http://www.germinaliteratura.com.br/ricardo_leao.htm)

Incentivado pela minha querida amida Dri e inspirado pelo seu maravilhoso "deserto" (http://desertodeilusoes.blogspot.com), resolvi criar este blog com o intuito de ter um espaço para expressar os meus sentimentos... Aqui deixarei um pouco de mim! Meus momentos... minhas idéias... a fonte que nunca seca!!!
Um excelente final de semana a todos!!!