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domingo, 31 de maio de 2015

HÁ CASOS!


Pra você que andava com saudades dos meus escritos, agora transbordo em outra fonte.

Venha beber de nova água e experimentar outros sabores que me inspiram desde o início de 2015.

Trata-se da "HÁ CASOS!".

Minha coluna de crônicas semanais.

Lá irá me encontrar toda semana, dissertando acerca de um novo assunto, acasos do dia a dia onde HÁ CASOS!

Acesse a minha coluna, deixe suas impressões nos Comentários e, por gentileza, contribua com a divulgação do meu trabalho clicando em 'Recomendar' (abaixo do subtítulo da crônica, à direita) seja no ícone do Twitter, do Google+ ou do Facebook, como preferir.

Abraços meus e te espero .

http://www.olhovivoca.com.br/colunistas/marco-tulio-carvalho/


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Adendo - Apócrifo

Amigos! Não satisfeito com o resultado da minha pesquisa, saí em busca do "desconhecido autor" da crônica citada... E o que descobri? Trata-se de mais um texto da ótima Martha Medeiros. O mesmo foi totalmente modificado e creditado a Arnaldo Jabor e até mesmo a Roberto Freire. A "crônica" na verdade chama-se "As razões que o amor desconhece" escrita por Martha em 1998 e publicada no site Almas Gêmeas onde possuía (ela despediu-se do site em 2004) uma coluna semanal. Como citei certa vez aqui, ela mesma fez menção as confusões em "Clonagem de Textos".

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Apócrifo - Arnaldo Jabor

(Depois de Gabriel García Márquez, Mario Quintana e Pedro Bial, a algum tempo não posto textos apócrifos por aqui... E uma crônica que recebi de uma querida amiga esta semana atribuída a Arnaldo Jabor, fez-me voltar ao tema! Embora já tenha alertado sobre os absurdos atribuídos a autores diversos, nunca é demais fazê-lo. Então, vamos a mais um deles...)

Crônica do amor louco

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem,
caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes
teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à
razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por
conjunção estrelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelocheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento
que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam,
pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela
petulante.
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores
que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você
gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela
detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela
tem um jeito de sorrir que o deixa mobilizado, o beijo dela é mais
viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicarcom você.
Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga,
ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca
uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não
tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não
consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete
feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve
poemas.
Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim! Você é
inteligente, lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos
Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também
tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num
comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.
É
Independente, tem emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar,
de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é
imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas
uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois
apaixonados. Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio
nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de
indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas,
bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua
vida é!

(Se é um bom texto ou não, eu não discutiria. Mas que Arnaldo Jabor não escreveria isto, sem questionamentos! "Pálido de espanto" certa vez Jabor desabafou: "Sei que outros escritos fantasmas virão, mas saibam que só existo mesmo nas páginas dos jornais onde tenho coluna pelo país afora e que a internet é um deserto virtual, sem chão, onde as individualidades se dissolvem e eu viro um nome sem corpo..."
Olha! A minha busca foi incessante, porém sem sucesso e infelizmente desta vez ficarei devendo o verdadeiro autor desta "crônica". Quem sabe algum de vocês nos salve revelando o seu escritor??? Grande abraço!)
.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Carnavalizar




Sábado, 26 de janeiro de 2008, 22h...
É o início de uma grande festa!
A quadra ainda está vazia, mas meu peito cheio de alegria...
Pose pra foto! Temos que registrar esse momento.
Aos poucos, timidamente o público entra e aguarda ansiosamente.
Depois de 2 horas o espetáculo começa. O coração agora bate juntinho ao som da "Bateria da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira".
Volto a pisar na quadra dessa escola que conquistou meu coração há dois anos.
Lá todos somos iguais, unidos por uma só vibração. E como diria os Tribalistas:

“Na Portela tem, Mocidade, Imperatriz
No Império tem, uma Vila tão feliz
Beija Flor, meu bem, a porta-bandeira
Na Mangueira tem morena da Tradição”
Impressionante como essa festa contagia a todos...
Em meia hora já não há mais espaço pra ninguém e expremidos todos estão juntos: a loira, a mulata, o branco, o negro, o rico, o pobre, o gringo...
E por falar em gringo, ele se impressiona com o rebolado da minha amiga morena. A companheira dele tenta acompanhar o ritmo, e meio desengonçada, ensaia alguns passos.
Impossível ficar inerte a tanta alegria a nossa volta!
E nessas horas as máscaras caem e por vezes são postas... A libido se aflora e os pudores desaparecem!
Infelizmente a alegria tem hora pra acabar e a realidade bate a nossa porta lembrando que essa festa dura pouco, então enquanto as cinzas não caem...

“Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar” (Carnavália – Tribalistas)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Apócrifo - Mario Quintana

[...continuando o tema "apócrifos" (o primeiro foi sobre Gabriel García Márquez), hoje trago-lhes uma crônica atribuída a Mario Quintana... muito bem se sabe, que sua especialidade era poemas: "Não possuo o dom discursivo e expositivo, vindo daí a dificuldade que sempre tive de escrever em prosa. A prosa não tem margens, nunca se sabe quando, como e onde parar. O poema, não; descreve uma parábola traçada pelo próprio impulso (ritmo)."... palavras do próprio Mario Quintana...]


"Promessas Matrimoniais"


Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja,com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre:


"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"


Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
Promete saber ser amiga e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
Promete se deixar conhecer?
Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declara-os maduros.



Deixando de lado a questão do "estilo", outro fato que definitivamente comprova que o texto não pode ser de Quintana é a data em que foi criado. Começa referindo-se a algo que foi escrito pelo(a) autor(a) em 1998, ou seja: tem de ser posterior a 1998. Mario Quintana, no entanto, morreu em 1994, não poderia, portanto, tê-lo escrito. A crônica, na verdade é de autoria da Martha Medeiros. Ela mesma já fez menção a essas confusões mais de uma vez, em "Clonagem de Textos" e "Crônica Sobre a Desinformação". Uma curiosidade: assim como Mario Quintana, Martha Medeiros também é gaúcha, de Porto Alegre, onde Quintana viveu por quase toda a sua vida!