Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pensamento do dia:

"Poesia não compra sapato, mas como andar sem poesia?"

Emmanuel Marinho




Acesse minha coluna Inspirações e leia a poesia "Caminhos"!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Vida que Renasce... Vida que segue... Vida Nova!

Nesta Sexta-Feira da Paixão, trago-lhes boas novas...
Estréio hoje uma Coluna semanal na Revista Digital Médio Paraíba, daqui da minha cidade. A Revista aborda notícias da região e acontecimentos do mundo sob diversos aspectos como política, educação, cultura e outros...
Idealizada pelo publicitário e articulista político Giovani Miguez, a idéia é renovar e apresentar um conteúdo diário inteligente e prazeroso para quem está lendo.
Minha Coluna foi batizada com o nome de "Inspirações", e poderia ser mais apropriado? risos...
Nela, toda sexta-feira, terá sempre um texto inédito a espera de vocês. E hoje com o título “Inspire!”, deixei uma poesia e um pensamento aos leitores que por lá passarem.
.
Conto com a visita de todos e se gostar, divulguem! Ah! E há espaço para comentários, não se esqueçam de deixar uma impressão do que leram, a opinião de vocês é muito importante!
.
Bom final de semana a todos e uma Páscoa repleta de amor e reflexão ao lado de suas famílias.





Ressuscitei e estou com você..."porque meu amor é para sempre". (cf. Sl 136)

sexta-feira, 27 de julho de 2007





Para entender nós temos dois caminhos:

o da sensibilidade que é o entendimento

do corpo;

e o da inteligência que é o entendimento

do espírito.

Eu escrevo com o corpo.

Poesia não é para compreender,

mas para incorporar.

Entender é parede; procure ser árvore.


"Arranjos para assobio", Manuel de Barros

terça-feira, 19 de junho de 2007


(...dedico o post de hoje a todos os poetas que catam feijão... escolhendo, combinando palavras... selecionando os melhores grãos, a fim de construir uma poesia que fale por si, desfazendo-se de tudo o que for "leve e oco, palha e eco"...)








Catar feijão


1.


Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


2.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.

Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.
.
.

O poema "Catar Feijão" faz parte do livro "A Educação pela Pedra", de João Cabral de Melo Neto, cuja primeira edição foi publicada em 1965.