quinta-feira, 17 de maio de 2007

Soneto a Quatro Mãos

Paulo Mendes Campos e Vinicius de Moraes



Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.


Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.


Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.


Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.




8 comentários:

Viviana disse...

Que delícia de espaço. E qual não foi minha surpresa ao vir parar aqui e ouvir esta música mais linda: "Pétala". Ainda ontem eu ouvi esta música enquanto jantava com uns amigos! Divina. Eleva. Transcende.

Do mais, tudo aqui reflete uma sensação de aconchego e eu me senti em casa.

Beijos.

(vou linkar pra vir sempre)

DO disse...

Achei muito lindo e interessante este seu canto,MARCO.
Parabens!!

Grande abraço!

Erika disse...

"Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado."


Lindo...
Puro...
Encantado...


Invade e fim.

Este poema não precisa de mais palavras. Nem a música.

Beijo

Obrigada por me linkar.

Jacqueline disse...

Peraí... vc é de Volta Redonda?
Não acredito!
Pétala... amo essa música!
Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."
Uau... que descrição! Assino embaixo.
Tem sido bom vir aqui. Bjs.

Cin disse...

Que lindo!!! Já li quase a obra toda de Vinicius mas esse a quatro mãos eu não conhecia.
Bjos!!!

Sanka disse...

belo blog. lindo poema!
vim do blog da girassol, gostei muito.
abraço!!

Isabel disse...

Obrigado pelas tuas visitas; têm sido muito carinhosas.
Este post é uma boa escolha para fim de semana, é lindo.
Adoro Vinicius, Martinho da Vila, Bethânia, Gal, Caetano e tantos outros.

Bjt

Menina do Rio disse...

Ah! o amor
que tanto damos
melhor seria não amar tanto
mas será que a vida teria o
mesmo sabor?

beijos